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Com medo e sem rumo

O Corinthians se escondeu por dois dias. As redes sociais caladas mostraram o medo do clube de se manifestar às vésperas de um passeio que se configurava certo contra um rival, o Palmeiras, hoje infinitamente superior. A opção pelo silêncio não poderia ser mais burra. O time foi surrado e não teve como se explicar. O pobre Vitor Pereira foi atacado, para mim de forma até injusta em parte, mas não teve como defender suas ideias.

Não sei de quem foi a “brilhante” ideias mas com certeza não é alguém muito inteligente. Certa vez Claudio Coutinho fez algo parecido na seleção brasileira, junto com um manifesto cheio de erros de português e além de tomar pancada por todo lado ainda passou a humilhação de receber um dicionário de presente de uma imprensa bem  mais reativa à época.

O Corinthians tem medo de uniformizada, esconde-se da imprensa, contrata aleatoriamente, não sabe que rumo tomar e ainda se esconde. Está bem feio. Claro que isso não é problema meu. O silêncio das informações chapa brancas do clube não fizeram a menor falta para os verdadeiros profissionais de Jornalismo. Aliás, as próprias entrevistas pouco mudam. Usar a mídia para se manifestar é uma questão de inteligência. Mas aí precisa ter gente inteligente executando o processo.

Agora os jogadores negam a postura a que foram expostos. Tarde demais. O estrago está feito. Nos tempos de vitórias e conquistas com Sócrates no comando, o time falava. Tinha gente de nível para falar. Agora se cala e recua dizendo que não era bem assim que pensavam as coisas. Triste tudo isso. Pobre Corinthians. Já foi bem melhor representado.