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Fase de conto de fadas

 

 

Não precisa ser muito estudioso de futebol para saber que os campeonatos regionais destroem o calendário brasileiro. Nem muito atento para saber que através deles a CBF banca uma comunidade, que garante a eternização de um grupo no poder. No entanto, nestes dias finais temos emoções e estádios lotados. O que acontece então?

O que ocorre é que estes certames viraram a única hipótese de conquista de várias equipes tradicionais. O Fluminense, por exemplo, ganhou o Carioca. O que mais poderá pleitear este ano? O São Paulo bateu de frente com o Palmeiras. Em qual torneio além deste, durante 2022 eles poderão se igualar?

Até o Cruzeiro disputou de igual para igual, ou pelo menos chegou na mesma final, com o Atlético Mineiro? Isso será impossível em qualquer outra disputa nos próximos tempos. Então, mesmo sendo modorrento e deficitário, com estádios vazios durante praticamente todos os jogos, fica este ar de grandiosidade nas semanas finais, por causa das únicas marcas que interessam de verdade. Fosse um quadrangular, no caso de São Paulo, ou uma série de jogos entre Cruzeiro e Galo em Minas e o efeito seria o mesmo, por causa da rivalidade.

Será tolice criar ilusão de grandeza por causa destes jogos. O São Paulo foi campeão no ano passado e quase caiu. O Grêmio, efetivamente, foi rebaixado. E o Cruzeiro sofrerá bastante na Série B novamente. São coisas diferentes. A temporada de futebol começa de verdade agora. A fase de conto de fadas felizmente ficou para trás. Gerando as mesmas ilusões e atrasos de sempre.