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Vir para que?

 

Muita gente está estranhando a dificuldade do Palmeiras em conseguir um técnico estrangeiro. Afinal é um grande clube, paga bem e em dia, coisa muito rara no Brasil e até na América do Sul. Então porque tantos “não”? Talvez passe pelo recente estudo da Universidade de Colônia, mostrando o tempo médio de permanência dos treinadores nos times das principais ligas de futebol do mundo.

O Brasil é, disparadamente, o que mais troca. A média é de 36 técnicos por ano, numa competição que possui 20 times. Normalmente os clubes demitem com 65 dias de trabalho. Então porque jovens treinadores, com cursos internacionais, normalmente com inglês fluente iriam se sujeitar a isso.

No caso dos argentinos e do Palmeiras há o agravante Gareca. Ele ficou apenas 15  jogos na direção da equipe, sem tempo algum para mostrar sua competência, mesmo com muitos elogios dos atletas sobre os sistemas de treinamento. Saiu rápido, foi contratado pela seleção do Peru onde está há 5 anos, tendo levado o país para a Copa depois de mais de 20 anos. Gareca deve ter sido consultado pelos jovens. Já podemos imaginar o que ele falou, né? E com plena razão.