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Devendo para todos

 

 

 

 

A situação financeira do Corinthians é vexatória. Todos os dias as notícias surgem, sempre informando sobre novas contas não pagas. Agora foi a vez do ala do futsal do clube, Jackson Samurai, informar que os jogadores não recebem nada há três meses mesmo tendo aceitado as reduções salariais impostas pelo clube.

Há o caso Jota Malucelli, que tem recebíveis ainda da venda de Jucilei. O pequeno Wanderes do Uruguai teve que ir à Fifa para receber um valor, relativamente pequeno, da compra de Bruno Méndez. Já cobraram marmitas, cortaram as luzes do Parque São Jorge e tudo que se ouve são enrolações sobre o atual momento.

A pandemia piorou a vida de todos e o Corinthians não é exceção. Mas esses vexames vem se acumulando desde o ano passado, pelo menos,  quando ainda não existia o coronavírus. E pior que os credores, menos os clubes que podem recorrer a Fifa, sabem que correm o risco de nunca receberem.

Os calotes são oficializados entre os times de futebol. Os dirigentes comprar sem a preocupação de ter ou não o dinheiro para cumprir os compromissos. Mesmo assim vivem recebendo benefícios de órgãos governamentais, como já estão ensaiando novamente.

A solução é simples. Basta que os clubes virem empresas. Empresas precisam ser sérias, seus compromissos devem ser cumpridos e os responsáveis são punidos, caso não cumpram suas obrigações. No futebol com dinheiro entrando e saindo sem controle de ninguém fica muito fácil ser cartola. Gasta-se de qualquer jeito e nem sempre honestamente e a dívida fica para o sucessor, que por certo também assume, sem nenhuma preocupação ou pensamento de pagar o que se deve.