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Melanie Oudin rouba a cena no US Open

Melanie Oudin rouba a cena no US Open

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Ela tem apenas 17 anos. O nome é francês, herança do avô, mas ela é americana. Nasceu na Georgia. Depois de bater Elena Dementieva, quatro do mundo, e a musa Maria Sharapova, a jovem Melanie Oudin virou o jogo em cima da russa Nadia Petrova, parciais 1/6 7/6 e 6/3.

O estádio Arthur Ashe estava lotado. Mais de vinte e duas mil pessoas vibraram na quadra central. Oudin irá enfrentar agora a dinamarquesa Caroline Wozniack. Vai ser um jogaço.

Ontem, foi feriado aqui em NY. Labor Day. Ingressos esgotados. Mais de 60 mil pessoas. Mesmo os cambistas que ficam na saída do metrô, resolveram tomar sol. Quando eles estão na área, o ingresso de U$ 48 sai por U$ 150. Turista que não fala inglês, paga U$ 200.

Com a passagem de Melanie Oudin às quartas-de-final, a vitória de Roger Federer ficou em segundo plano. O suíço bateu o espanhol Tommy Robredo por 7/5 6/2 e 6/2. O pentacampeão do torneio vai enfrentar nas quartas o sueco Robin Soderling, adversário na final de Roland Garros. No confronto, está 11 x 0 para Federer.

Como é bom voltar a cobrir o tênis. Estava com saudades. Apesar da rivalidade, natural de um esporte individual, os jogadores convivem o tempo todo juntos, almoçam no mesmo ambiente, marcam treinos, dividem o carro, usam os mesmos vestiários, trocam experiências, ficam nos mesmos hotéis. O perdedor sai da quadra e respeita o adversário.

É um esporte bem mais civilizado.

Os torcedores são muito mais generosos. Não existe a cornetagem. Não existe chororô da arbitragem. Não existe torcedor mau educado com jornalista. E ainda por cima, minha mesa fica rodeada de jornalistas argentinos. Como foi bom ganhar em Rosário.

É bom respirar um pouco de primeiro mundo.

Foto: Philip Hall / usopen.org

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