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Seleção de 70, a melhor de todos os tempos

Seleção de 70, a melhor de todos os tempos

Para um garoto de 10 anos de idade, apaixonado por futebol, aquela foi com certeza a maior Copa de todos os tempos. Foi a Copa da minha vida. Acompanhei os jogos do Brasil ao lado da família. Foi a primeira com transmissão de imagens a cores. No Brasil assistimos em preto e branco.

A abertura México x URSS foi na casa do avô Garibaldi. Sensacional. Pela primeira vez o futebol permitiu as substituições. Foi a primeira também a utilizar os cartões amarelo e vermelho. Ninguém foi expulso durante o torneio.

Após cinquenta anos, continuo afirmando que aquela foi a melhor seleção de todos os tempos. São vários motivos. Primeiro pela presença de Pelé, o maior de todos os tempos, tricampeão em quatro Copas disputadas. Segundo, foi o time que teve o maior número de ídolos que desequilibravam em seus times. Rivellino, Jairzinho, Gérson, Tostão e Paulo César poderiam jogar tranquilamente com a camisa 10 de inúmeros clubes. Carlos Alberto Torres e Clodoaldo jogavam uma barbaridade.

Quem puder olhar os jogos novamente verá que o esquema era revolucionário. Tostão era um centroavante que marcava o campo todo, saia da área, ajudava na armação. Rivellino era falso ponta, jogava de meia-armador. Carlos Alberto Torres foi um dos laterais mais modernos do planeta, já na sua época apoiava o tempo todo. Jairzinho era ponta, na prática jogava de centroavante. Clodoaldo e Gerson marcavam, criavam e finalizavam como volantes modernos. Everaldo fazia muitas vezes um terceiro volante pela esquerda. Pelé fazia tudo, marcava, armava, apitava, batia e decidia. Félix, Brito e Piazza eram os únicos com posição fixa, fizeram parte da equipe, são especiais embora não tenham sido gênios como os colegas acima.

Parabéns e obrigado aos campeões pelas maravilhosas lembranças.

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