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São Paulo à deriva, sem time e sem estádio

São Paulo à deriva, sem time e sem estádio
Juvenal posa ao lado de Leco (esq.) e Aidar (dir.)

Juvenal posa ao lado de Leco (esq.) e Aidar (dir.)

Semifinal da Libertadores foi além da expectativa.

Seria milagre chegar mais além com tanta incompetência.

A deterioração do clube vem de anos e anos de lambanças na gestão.

Marcelo Portugal Gouvêa, formado pela São Francisco, fez uma bela administração. O São Paulo voltou a conquistar Paulista, Libertadores, Mundial, construiu o Reffis, referência mundial na medicina esportiva, trouxe Lugano, deixou um legado na área social do clube e saiu bem avaliado, elegendo seu sucessor.

Juvenal era do meio, conhecia futebol.

Apesar dos aspones, que viviam pedindo cabeça de treinadores, Juvenal manteve Muricy Ramalho e Milton Cruz e conquistou o tricampeonato brasileiro. Foi a época das boas contratações, administração responsável, pouco risco no investimento. Miranda, Josué, Mineiro, Danilo, Hernanes, André Dias, Grafite, Richarlyson… Mesmo quem não deu certo, custou pouco e deu lucro.

O futebol era administrado por “boleiros”.

Apesar de conhecedor do futebol, Juvenal se deixou levar pelo egocentrismo. Sonhava fazer a Copa do Mundo no Morumbi. Perdeu o foco. Ficou obcecado pela abertura do Mundial. Fez concessões para manter a presidência, e aí começou a decadência. Lúcio, Luis Fabiano, Ganso foram símbolos de contratações milionárias que não renderam um mísero título ao clube. No título da Sul-Americana quem resolveu a semifinal do Chile e jogou a final foi William José. Fabuloso, como sempre, estava suspenso.

Era Jadson, não Ganso. Era Maicon, não Wesley. Era Rodholfo, não Lúcio.

Carlos Miguel Aidar foi uma tragédia.

Além da suspeita de corrupção em todas as áreas, os profissionais do futebol começaram a ser boicotados e mal tratados. Osório saiu decepcionado. O treinador que implantou uma nova filosofia no Atlético Nacional era esperança de trabalho a longo prazo. Poderia fazer algo revolucionário como Bielsa fez no Chile. Não conseguiu, os aspones que sabotavam Muricy viraram chefões. Hoje, o clube vive a época das contratações suspeitas como Wesley, Kiesa, Centurión… Gasta-se milhões para banco de reserva.

Com a saída do Bauza quem apagará a luz?

Muricy, Milton, Turíbio, Rosan, Carlinhos… O clube já foi referência.

O São Paulo não é mais Futebol Clube.

E agora, além do Timeco do Leco os são-paulinos perderam o estádio para os vândalos organizados.

Triste realidade.

 

 

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