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O Brasil do Dunga

O Brasil do Dunga

Foto Reuters

Bra-x-VenezuelaDunga foi uma surpresa positiva. Ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e classificou o Brasil com tranquilidade. Disputou 50 jogos, ganhou 34, empatou 11 e perdeu 5, conquistou 75,33 % dos pontos. É o melhor aproveitamento de um técnico da Seleção nos últimos dez anos, superando inclusive Felipão e Parreira.

Fez a renovação, convocou oitenta jogadores e montou uma base. Como acontece desde 1930, algumas convocações foram polêmicas.

O grupo está praticamente fechado. É uma geração carente nas laterais. É até natural, depois de Cafú e Roberto Carlos. São poucas as opções de primeiro volante. Falta um meia canhoto. Sinto saudades do Rivaldo. Goleiro só tem o Júlio César. Lembra que tinhamos Dida, Marcos e Rogério Ceni?

A geração é bem servida na dupla de zaga, temos boas opções para segundo volante, atacantes rápidos, embora nenhum Fenômeno. O time depende muito da dupla Kaká e Luis Fabiano. Os dois tem decidido tudo. Kaká é fora de série. Ontem quase marcou mais um golaço. Mas sózinho fica difícil. Luis Fabiano é matador, mas também está isolado. E quando estiverem marcados, supensos ou machucados?

Só com esta dupla fica fácil marcar. É por isso que o time só joga no contra-ataque. Fica difícil furar retranca sem laterais atacando com qualidade, sem outros craques atraindo a marcação. E o Ronaldinho Gaúcho? Ainda joga bola? Será que Robinho vai voltar a ser aquele de 2002, ou vai pedalar só depois que o jogo estiver decidido?  O Brasil ganharia muito se Diego Souza e Nilmar desencantassem na Seleção e o Adriano voltasse a ser o Imperador. Aí, ficaria interessante. O Brasil precisa de mais jogadores decisivos.

Hoje, Kaká é o único fora de série. É muito pouco para ganhar a Copa.

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