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Minoria de vândalos continua impune

Minoria de vândalos continua impune

Há anos a Federação Paulista fala em cadastramento de torcidas organizadas. Não resolveu nada. Na semana passada a entidade voltou ao assunto. Claro, o Ministerio dos Esportes liberou R$ 6,2 milhões para fazer o cadastramento. O Tribunal de Contas quer esclarações. Os mais espertos já sairam atrás da mamata. A BWA, empresa muito querida pelo Marco Polo Del Nero, já está de olho. Teve até jornalista oferecendo serviços do jornal. Incrível, gasta-se muito, resolve-se nada.

A Inglaterra resolveu com o Relatorio Taylor. No Brasil querem inventar a roda.

Mesmo depois do endurecimento no Estatuto do Torcedor nada aconteceu. A violëncia continua nos estádios. Em agosto, o MP ameaçou extinguir a Mancha Verde. De novo???? Não tinha fechado? Outro dia fecharam uma tal de Mancha Alvi-Verde. Puxa, agora vai. Ora, qual a diferença? O cara vai lá e abre com outro nome. Muda a camisa e entra tranquilamente. Não resolve. Só resolve banindo o torcedor violento dos estádio.

Não estou cobrando cadeia, isso seria exagero, mas vändalo não pode frequentar estádio.

Isso é possível, o evento é privado, a lei está aí, falta coragem política.

No último domingo, o pau comeu no Pacaembu. Mas, fique tranquilo. A FPF comprou, ou alugou, um sistema israelense para identificar os torcedores. Nossa, agora vai. Pois é, os vändalos bateram nos policiais, estão soltos e voltarão nos próximos jogos. Imagine se um delinquente bate num policial inglës. Meu Deus, é cana na hora. Até a polícia do Paraguai foi melhor. Deixou os pilantras uma semana no xilindró, depois de uma partida pela Libertadores.

Enquanto isso a imensa maioria silenciosa fica de refém. Pessoas que gostariam de ir aos estádios, levar seus filhos, curtir uma partida de futebol, ficam em casa. E os bandos organizados tem escolta da PM, são recebidos na FPF, tem voz ativa através dos políticos e continuam impunes.

É uma vergonha. Esse é o país da Copa 2014.

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