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Espanha é campeã com arbitragem desastrosa

Espanha é campeã com arbitragem desastrosa

Foto AP
A Espanha tem mais qualidade técnica e opções táticas. A Holanda depende muito de Sneijder e Robben. Se colocar os dois no time espanhol, não dá jogo. Os holandeses batem e lançam Robben. O espanhóis foram melhores na prorrogação, principalmente após Heitinga ser expulso, numa faltinha em Iniesta. A Holanda saiu invicta, com seis vitórias e um empate. Desta vez os holandeses não tinham time para vencer, embora tenham tido duas chances claras no segundo tempo. A Espanha toca melhor a bola e mereceu o título, com uma derrota, um empate e cinco vitórias.

Não foi um belo jogo. Desde a Copa de 90, a maioria das finais têm sido feias. Há 20 anos, gols tornaram-se raridade. A única goleada foi em 98, França 3×0 Brasil. Em 2002, também tivemos outro bom jogo, com Brasil 2×0 Alemanha.

Hoje, o equilíbrio era previsível. O roteiro também: Espanha tomando iniciativa, com mais posse de bola. Holanda esperando, marcando, provocando, batendo e atrás de um erro na saída de bola. Ele apareceu no segundo tempo. Sneijder lançou, Robben saiu na cara do gol. Casillas foi perfeito, fechou o ângulo e pegou com o pé. Robben joga muito, marca, dribla, é tático, mas faltou malícia para matar o jogo. Van Persie não existe. A Holanda não matou, morreu.

A Espanha também teve duas boas chances no jogo, com Villa e Sérgio Ramos, mas o grande domínio foi na prorrogação. Nos dez primeiros minutos, Villa poderia ter decidido. Fabregas e Iniesta não passaram a bola. Com a expulsão do Heitinga, o equilíbrio acabou. Mesmo assim, faltando 5 minutos, a Holanda teve sua chance. E ainda teria o escanteio. Sneijder bateu falta, a bola desviou na barreira. O juizão deu tiro de meta. Na sequência saiu o gol decisivo.

Tecnologia já, ou árbitros continuarão crucificados e a credibilidade caindo.

O jogo foi difícil de apitar, é verdade, mas faltou coragem. O inglês falou muito, perdeu o controle, deixou de expulsar, quis “preservar”, deixou atletas apitando o tempo todo, batendo. Deu 14 cartões, recorde em final. Foi uma arbitragem desastrosa. O gol que decidiu a Copa surgiu num erro. Faltou olhar eletrónico, instantâneo, atrativo ao espetáculo, preciso, rápido. É lamentável.

Parabéns Espanha, belo time. Parabéns Holanda, pela invencibilidade.

Forlán foi eleito o melhor da Copa. Fiquei feliz. Era meu apelido nas peladas, graças ao seu pai Pablo. Muito legal. Diego tem uma história de vida positiva. Parabéns. Não tivemos um craque que tenha feito a diferença. Pelo contrário, foi a Copa do futebol coletivo. Porém, o Forlán fez muita diferença no Uruguai.

Os quatro finalistas empataram na artilharia: Forlán, Sneijder, Villa e Muller.

Parabéns também ao Sneijder, Robben, Casillas, Villa, Iniesta, Xavi, Lugano, Muller, Schweinteiger, Suarez, Khedira, Ozil, Neuer, Lahm, Klose e seus companheiros finalistas.

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