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Diniz classifica com inteligência

Diniz classifica com inteligência

O São Paulo precisava muito da vitória contra o Internacional. A classificação direta para a fase de Grupos da Libertadores renderia cerca de R$ 20 milhões ao clube. Durante o “Esporte em Discussão” da Jovem Pan, na hora do almoço, disse que Fernando Diniz deveria deixar de lado suas teorias nesta partida, jogar fechado, aplicado na marcação, aproveitando os contra ataques para matar o jogo.

Foi o que o São Paulo fez, e deu certo.

Há algum tempo, tenho visto o São Paulo jogando no Morumbi, não só com o Diniz, sentindo-se na obrigação de atacar o tempo todo, ficar com todo o time no campo do adversário, mantendo a posse de bola sem criar nada. Contra o Fluminense, por exemplo, foi assim. O time valoriza uma posse de bola inútil, fica trocando bola no ataque e deixa a outra metade do campo aberto para o contra ataque dos adversários que jogam fechado no Morumbi e se dão bem.

O São Paulo não tem um elenco pra jogar desta forma.

Contra os time fracos tudo bem, contra times grandes não.

O Internacional precisava da vitória, começou ofensivo, colocou o time todo no ataque. Na primeira oportunidade de contra-ataque o São Paulo fez 1×0. No começo do segundo tempo, foi a mesma coisa. São Paulo 2×0. É isso aí, mais humildade e objetividade.

Estou propondo um time retranqueiro? Não, absolutamente. Estou propondo uma defesa forte, time focado na marcação desde o ataque, jogadores carrapatos, sem deixar o adversário respirar como fez o River com Flamengo, saindo rápido e objetivo no ataque.

O São Paulo não foi campeão mundial jogando ofensivamente, foi campeão jogando fechado e aplicado. Forlan, Lugano, Dario Pereira… Não foram ídolos do clube por acaso. Rubens Minelli trouxe o primeiro título brasileiro jogando com uma defesa que dava medo nos adversários. Você viu o Chicão jogando? Muricy ganhou três brasileiros com a defesa menos vazada do campeonato. Telê colocou Cafu jogando de ponta nos mundiais. Paulo Autuori ganhou fechado contra o Liverpool. Foram vários títulos assim.

Que tal baixar a bola e voltar a ser o São Paulo mais uruguaio?

 

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