A terça-feira de carnaval em São Paulo deu sequência a festa promovida pelos blocos espalhados pela cidade e reuniu milhares de foliões. No bloco dos invertidos, a tradicional troca de figurinos foi acompanhada por  muito axé e pagode.

Quem curtiu a festa nesses últimos dias fez um balanço positivo sobre a segurança e a limpeza das ruas. Neste ano, a Polícia Militar de São Paulo disponibilizou, em média, 22 mil policiais por dia em todo Estado. Mais de 148 mil pessoas foram abordadas, e cerca de 1.300 foram detidas. Ao todo, mais de 140 celulares foram apreendidos, boa parte foi devolvida aos donos.

Também foram recuperados mais de 270 veículos, e apreendidas cerca de uma tonelada de drogas e 90 armas de fogo. O reforço na segurança foi percebido pelo engenheiro civil Bruno, que aproveitou a primeira experiência no carnaval de São Paulo. “É a primeira vez que eu estou aqui, achei bacana. A segurança, ok, limpeza bacana, estou gostando.”

Já o Marcelo, analista de relacionamento, participou pela terceira vez dos bloquinhos de rua e alertou para algumas situações de perigo. “Eu venho com amigos, mas o tempo todo de olho na pochete, no celular, dando conselho nos amigos para prestarem bastante atenção nesse sentido. No bloco do sábado, agora, dois furtos. É algo que se você ver o tumulto, tentar sair e ficar ligado.”

Este ano a expectativa é que o público nos blocos de rua tenha sido 25% maior do que no ano passado. Para atender a demanda, os plantões nas unidades policiais foram reforçados para garantir agilidade. Além disso, a polícia utilizou um novo programa de reconhecimento facial, capaz de identificar possíveis suspeitos a partir de um grande banco de dados.

O diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, Caetano Paulo Filho, diz que a tecnologia veio para ficar. “Queria ou não, é um trabalho agora que não para mais, tanto na parte do Carnaval, dos próximos feriados, nas operações da Polícia Civil, nós vamos utilizar esse sistema.”

Ainda segundo balanço parcial da prefeitura de são paulo, quatrocentas e 65 toneladas de resíduos foram coletadas durante o carnaval. A operação especial de limpeza contou com mais de 2 mil e duzentos agentes.

Para a lavagem das ruas, foram utilizados cerca de 467m³ de água reutilizada e mil 593 litros de desinfetante. A médica Fabiola Galvão diz que o maior pico de sujeira é ao final dos blocos. “O problema é a hora que o bloco passa, as ruas ficam sujas, mas acho que para o tamanho do carnaval, está ok.”

Dos 253 desfiles de blocos previstos entre os dias 22 e 25 de fevereiro, apenas 10 não foram realizados. Mesmo com o fim do carnaval, a folia na capital ainda não acabou. Isso porque mais 165 blocos estão programados para o próximo final de semana. 

* Com informações do repórter Vinícius Moura