Não é apenas o povo brasileiro que gosta de pular o carnaval. Algumas cidades da Europa também se destacaram pelos desfiles neste final de semana.Um exemplo é a cidade de Rijeka, na Croácia, onde mais de 11 mil pessoas foram às ruas, próxima ao mar Adriático, que sedia um dos maiores carnavais da Europa.

Mais de 90 grupos croatas se juntaram a outros 25 de 14 países diferentes. Rijeka é, neste ano, uma das duas capitais europeias da cultura, ao lado de Galway, na Irlanda.

Já o carnaval da cidade de Aalst, na Bélgica, é conhecido por seu teor político. A festa, inclusive, foi retirada da lista de eventos culturais reconhecidos pela ONU por acusações de racismo e anti-semitismo.

Depois de um carro alegórico em 2019 apresentar caricaturas de judeus ultraortodoxos em pé com sacos de dinheiro, os organizadores enfrentaram pedidos para cancelar o desfile secular. No entanto, organizadores e participantes disseram que o carnaval de Aalst — que zomba de grupos religiosos, étnicos e sociais, incluindo as famílias reais britânicas e belgas — não é contra os judeus.

Já a cidade alemã de Dietfurt tem a tradição de desfilar em trajes chineses para celebrar o Carnaval. Apesar dos recentes debates sobre o Blackface em outras folias da Europa, o carnaval alemão não é controverso na região. Nos últimos anos, a cidade alemã atraiu grupos de turistas chineses e até o cônsul do país em Munique já visitou a festa.

Na Espanha, a principal atração fica na cidade de Cadis, que guarda o título de segundo carnaval mais antigo do país, atrás apenas do festa de Santa Cruz, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

No século 16, uma troca de informações culturais levou o carnaval de Veneza, na Itália, para Cadis. A festa veneziana, no entanto, não ocorreu este ano por conta da epidemia de coronavírus que assusta a Itália.

O país registrou três mortes e um salto no número de casos confirmados.

*Com informações do repórter Renato Barcellos