O carnaval na Avenida Dumont Villares, na zona norte de São Paulo, começou com um invasão de Ritas Lees na pista. A passagem do Ritaleena, bloco em homenagem à roqueira mais importante do Brasil, pode não ter arrastado os milhões de foliões dos megablocos, mas trouxe um carnaval sem sufoco ou empurrões. Um carnaval com espaço para brincar.

Entre as fantasias mais repetidas na avenida estavam, claro, a da própria Rita Lee. “A primeira vez que ouvi Rita Lee foi por influência da minha mãe”, disse Camila Guadgnini, 30 anos. “Sou fã da Rita Lee desde quando é lançou o ‘Lança Perfume'”, falou Stela Vongal, 62 anos.

Grupos inteiros de amigos vieram caracterizados de Rita Lee. “Rita e carnaval tem tudo a ver”, comentou Sinara Maria Reis – que estava acompanhada de outros amigos também fantasiados de Rita Lee.

Mas nem só de Rita vive o bloco, alguns foliões quiseram passar um recado político em seus adereços. Tainá Arioli, por exemplo, usava uma tiara perguntando : “Votou em quem?”. Pendurada no pescoço, outra pergunta: “terra planista?”

Já Tatiane Martins, 24 anos, usou os brincos para dizer que “não é não” e homenagear a vereadora carioca assassinada Marielle Franco.

Mais tarde, o QuilomboLab, com o rapper Emicida também vai ganhar a avenida. Por enquanto, até uma das poucas moradoras da avenida está curtindo sem se incomodar com o barulho. “Moro aqui, é uma das poucas casas, não sou da folia no chão, mas gosto de ver. Vou passar o dia aqui no quintal assistindo os blocos.

*Com Estadão Conteúdo