Mulheres representantes dos blocos de rua de São Paulo cobram mais ações do poder público para poder curtir o Carnaval 2020 em segurança. Faltando pouco dias para a folia, a Comissão Feminina do Carnaval de Rua ainda aguarda respostas a um pedido feito para a prefeitura da capital. Entre as providências sugeridas, está o reforço do policiamento, transporte público 24 horas, aumento do número de banheiros químicos e distribuição de preservativos.

A coordenadora da comissão feminina, Thaís Haliski, diz que ainda não há garantias em relação à estrutura. “A parte de assédio, que a gente precisa de estrutura não só para campanhas mas também para atendimentos, e também a parte de segurança.” A prefeitura vai disponibilizar 22 tendas de acolhimento que contarão com a presença de uma policial militar e de uma guarda civil. O chefe da seção operacional do Policiamento da Capital, capitão Osmario Ferreira, explica que as tendas estarão presentes nos corredores dos 38 mega blocos da cidade. “Então nestes principais corredores nós teremos até duas tendas. Dessa forma, as pessoas também poderão identificadas os balões a distância.”

Outra novidade são dois Ônibus Lilás, que vão complementar o atendimento oferecido às mulheres durante a folia. A comissão feminina do Carnaval de rua alega, no entanto, que o número de postos de atendimentos às vítimas de violência ou importunação sexual, ainda não são suficientes.

A representante do Bloco Elástico, Livia Nolla, destaca o poder da informação como mais um método de prevenção ao assédio. “A gente vai falar com os blocos, a gente vai se comunicar com os nosso foliões. A gente vai falar não só sobre assédio, mas também sobre poluição, banheiros químicos, ambulância.”

Neste ano, a Prefeitura de São Paulo prevê um número recorde de blocos de rua e também de publico. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, o evento deve atrair 15 milhões de pessoas e movimentar cerca de 2,6 bilhões de reais. A estimativa é que mais 600 blocos desfilem nas ruas da cidade de São Paulo.

*Com informações da repórter Livia Fernanda