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Recursos aprovados para a Plataforma Biotecnologia de Ingredientes Saudáveis

Recursos aprovados para a Plataforma Biotecnologia de Ingredientes Saudáveis

Quero divulgar aqui uma ótima notícia! A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aprovou recursos para a Plataforma Biotecnologia de Ingredientes Saudáveis (PBIS). Ao todo, serão investidos R$ 34,8 milhões na iniciativa, pelos próximos cinco anos, mas não só pela Fapesp, como também pela iniciativa privada e o Governo do Estado de São Paulo.

Estão envolvidos nesse projeto, que tem tudo para dar muito certo, Unicamp, USP, Unesp, IAC, IEA, Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, Dori Alimentos, Coplana e Jacto, sob a liderança do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Alinhada aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), a proposta de Núcleo de Pesquisa Orientada a Problemas (NPOP) foi aprovada no Edital Ciência para o Desenvolvimento da FAPESP com a missão de integrar os sistemas produtivos e aplicar processos biotecnológicos sustentáveis para produção de alimentos usando matérias-primas nacionais e aproveitando subprodutos da agroindústria.

Pelo mesmo edital, foi aprovado ainda outro NPOP-IAC liderado pelo Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura, dedicado a biotecnologia em citros, cana e café. Os dois núcleos somam R$ 69,6 milhões em investimentos, sendo R$ 7,240 milhões da Fapesp, R$ 8,47 da iniciativa privada e R$ 53,89 milhões do Estado, incluindo infraestrutura e salários. Já o Instituto de Pesca (IP), também vinculado à APTA, participa do NPOP sediado pela Universidade de São Paulo (USP) com a temática Pescado para Saúde, com financiamento de R$ 3,6 milhões da Fapesp, R$ 6 milhões da iniciativa privada e R$ 14,2 milhões do Estado, incluindo infraestrutura e salários.

Para melhor alinhamento dos profissionais das instituições de pesquisa e ensino envolvidos nos NPOPs, as equipes passaram pelo treinamento de 120 horas em gestão ágil ao longo de seis meses, em que aprenderam sobre as metodologias Design Thinking, MVT (Tecnologia Mínima Viável) e Scrum. Durante a capacitação, foram ainda definidos valores, visão, identidade e missão e elaborado o regimento interno de cada núcleo em conjunto com as empresas parceiras.

É um projeto que tem tudo para o sucesso e pretende atender à tendência mundial da indústria de alimentos em oferecer praticidade, ao mesmo tempo nutrição com benefícios à saúde, considerando o crescimento da população e da urbanização com consequente aumento do consumo de alimentos de industrializados.

E como ele será desenvolvido? Dividido em sete etapas, contemplando toda a cadeia produtiva, o programa de pesquisa será executado por meio de quatro plataformas de investigação de média e grande complexidades para oferecer substitutos saudáveis e funcionais de ingredientes convencionais. São elas: 1 – Síntese de lipídios estruturados para redução calórica de alimentos com perfis de fusão e cristalização adequados para aplicação em diferentes tipos de produtos); 2 – Obtenção de extratos fenólicos a partir de resíduos agrícolas nacionais abundantes com aplicação em alimentos funcionais; 3 – Desenvolvimento e produção de prebióticos e proteínas doces e suas interações para promoção da saúde humana) e 4 – Novas fontes de proteínas vegetais utilizando pulses para obtenção de farinha de maior teor protéico com funcionalidade tecnológica e nutricional melhoradas para serem substitutas das proteínas animais em sistemas alimentícios.

Essa e muitas outras iniciativas como essa merecem recursos. O Brasil precisa inovar e de muita tecnologia que só pode ser desenvolvida com investimentos.

José Luiz Tejon para a Jovem Pan.

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