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PIB do Estado de São Paulo cresce 2,6%, mais que os EUA

Fonte: Wikipedia
PIB do Estado de São Paulo cresce 2,6%, mais que os EUA
Estado de São Paulo tem PIB maior que o do Brasil

O PIB do Estado de São Paulo cresceu 2,6%. Mais do que os Estados Unidos, e mais do que o dobro do Brasil. Observamos ações do governo João Doria ao longo de 2019 diminuindo impostos, buscando investimentos empresariais internacionais para São Paulo e terminando o ano com um leilão muito bem sucedido de estradas obtendo um ágio de 7.200% na malha Piracicaba-Panorama.

Quanto o agronegócio representa dentro do maior PIB do Brasil e nesse crescimento de 2,6%, que conforme o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, se fôssemos um país seríamos o 5º maior crescimento do mundo?

O ICMS sobre produtos da hortifruticultura minimamente processados foram abolidos no início do ano passado. O ICMS sobre o setor calçadista foi cortado pela metade. O ICMS sobre a indústria de máquinas e implementos agrícolas foi reduzido e na última sexta-feira (10), já em 2020, outra redução de ICMS foi oficializada para apoiar a agroindústria, o setor industrial maior do país, com novas regras de ICMS na aquisição de máquinas e implementos para o processamento e transformação de alimentos, bebidas, a agroindústria, onde está a agregação de valor do agronegócio.

Titularização de terras foram realizadas para assentados, o Renovabio com grande impacto em São Paulo entra em implementação agora. O PIB do agronegócio no Estado de São Paulo precisa ser reestudado. Hoje o Cepea informa ser 15%.

Na minha opinião o impacto econômico do agronegócio em São Paulo, desde suas lavouras e pecuária, passando pelas flores da Holambra, incluindo Ceagesp, Bolsa de Mercadorias, Porto de Santos, tradings, indústrias, supermercados, serviços financeiros, pesquisa e educação, chegando aos acordos de inovação e tecnologia e do Google mapeando estradas e fazendas, impactam minimamente 30%, diretamente e outros 30% indiretamente, não apenas 15%.

O Estado de São Paulo precisa ser observado como modelo de crescimento e de gestão que serve para todo o Brasil e, da mesma forma, vale aqui um pedido, que o IEA, Instituto de Economia Agrícola, com o Cepea da Esalq e mais o Pensa da FIA/USP, Cosag , Abag, GV-Agro, Insper, FECAP, academias e entidades reunidas, revejam os critérios para medir o agribusiness em São Paulo e com isso melhorem ainda mais o foco estratégico do Brasil para a governança do nosso crescimento.

Seria também curioso e estranho dizer que a cidade de São Paulo é a maior cidade do agronegócio do país? Não, se considerarmos tudo o que significam as cadeias produtivas. Quantos agricultores plantam na cidade de São Paulo? Cerca de 500, em Parelheiros por exemplo, e por que São Paulo seria a maior cidade do agro então? Por todo movimento do antes e pós porteira das fazendas e seu gigantesco mercado consumidor.

Um exemplo? A Alemanha não planta um pé de café e é a maior economia de café do mundo. A Holanda, pequena e maior agribusiness do planeta, a Califórnia, nos Estados Unidos, não é o estado com as grandes plantações, mas é o maior agribusiness americano .

A internacionalização do agro de São Paulo em 2020 virá com a Agroexpo uma feira para vender para o mundo em novembro. E o agro tem tudo a ver com o crescimento de 2,6% da economia paulista em 2019, e com o crescimento superior a isso esperado em 2020.

A Hora do Agronegócio. Hora de recontar os números do agronegócio e de uma governança sistêmica agroindustrial, comercial e de serviços. São Paulo pode inspirar tudo isso no país todo, e perseguirmos a meta para dobrar o PIB brasileiro e o tamanho do agronegócio brasileiro.

José Luiz Tejon para Jovem Pan

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