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Paranatinga e Santiago do Norte, MT, tem gente boa e legal não só destruidor ambiental

Paranatinga e Santiago do Norte, MT, tem gente boa e legal não só destruidor ambiental

A generalização do todo pela parte é um veneno perigoso e que alimenta ainda mais os ódios e os rancores viscerais. A revista Veja fez uma matéria apresentando os 10 fazendeiros que mais desmatam na Amazônia,“tem como base as multas aplicadas entre agosto de 2019 e julho de 2020”. Muito bem, e três desses “campeões” são do município de Paranatinga, que envolve o distrito de Santiago do Norte.

Ok para a proposta da matéria. Porém, no texto a mágoa floresceu para os milhares de cidadãos da região, que me ligaram através do Odir José Nicolodi, presidente da Comissão Pró Logística da BR-242, e também pioneiro dessa região. A matéria diz assim: “a cidade é terra de fazendeiros criminosos, onde forasteiros são recebidos por seguranças armados com espingardas de cano longo e vem ocupando de forma quase silenciosa o topo de um ranking pouco honroso…”, com certeza não foi essa a intenção das colegas jornalistas, de generalizar para todos os cidadãos essa imagem, porém assim a percepção ficou.

Bem são três os produtores mencionados na matéria, dentre os 10 que mais desmataram na Amazônia, e não quero aqui entrar no mérito dessa acusação. Porém, na região existem somente no distrito de Santiago do Norte mais de 600 agricultores familiares, uma cooperativa. Da mesma forma uma agroindústria de fécula de mandioca.

Assim como a Região já foi alvo de matérias honrosas sobre a coragem, e o empreendedorismo de brasileiros que criam progresso dentro da ordem. Logística chegando, estrada, ferrovia e, repito aqui as palavras do Odir, conhecido como o Caçula, o qual conheci pessoalmente em um encontro da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer): “aqui somos legais. Combatemos o desmatamento, as queimadas. Se tem gente ilegal que seja presa. Não podemos uma maioria de trabalhadores, produtoras e produtores honestos, sérios, pagarmos por uma minoria. E consideramos que a matéria do jeito que foi escrita coloca toda a nossa sociedade no mesmo balaio de criminosos. Não somos criminosos, somos produtores de riqueza para o Brasil. E seguimos e estamos na imensa e gigantesca maioria dentro da lei, venham conferir”.

As generalizações de ódios, raivas e de guerras do “nós contra eles” que tomou conta do país, da mesma forma coloca em risco a imagem de 98% dos produtores brasileiros e suas famílias em função dos 2% criminosos. Que Paranatinga e Santiago do Norte, com sua honesta gente produtora e famílias não paguem a conta de uma minoria a qual cabe à justiça apurar.

Precisamos de ordem e progresso como está na nossa bandeira impresso.  Generalizações não são justas. O Brasil é maior do que a desordem, porque tem gente honesta fazendo o progresso e a ordem. Justiça em cima dos desmatadores ilegais. Honra aos produtores legais de Paranatinga e Santiago do Norte, Mato Grosso. Precisamos de muito cuidado e humanismo na escrita e nas falas.

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

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