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O agronegócio planejado pode salvar o PIB brasileiro

Divulgação CNA
O agronegócio planejado pode salvar o PIB brasileiro

O PIB brasileiro deve cair de US$ 1,8 trilhão em 2019, para US$ 1,4 trilhão em 2020 (Ibre/FGV) repercutindo, sem dúvida, a taxa do dólar. Sairemos do grupo das 10 maiores economias do planeta para um possível 12º lugar, superados por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

Com esse PIB e considerando ser o agronegócio 23,5% do PIB do país, o valor em dólar do agribusiness também cairá de US$ 423 bilhões para US$ 329 bilhões. Ou iremos ver que o percentual do agronegócio brasileiro cresceu para algo em torno de 30% de um PIB que perdeu tamanho.

Saídas: planejamento estratégico de todas as cadeias produtivas do “a” das abelhas e do abacate, ao “z” do zebu, com ciência, e agroindústria. Assumir com o novo governo Biden a retomada da inteligência das discussões sobre meio ambiente e a Organização Mundial do Comércio e afastar definitivamente o cálice tentador das facções políticas e ideológicas do agronegócio.

Afinal, repetindo insistentemente o poeta português Camões que escreveu: “quem faz o comércio não faz a guerra” eu acrescentaria: muito menos a estúpida guerra fria e a discussão de briga de rua.

O Brasil pode reinicializar sua economia com um plano público privado estratégico objetivando obrigatoriamente dobrar o agro de tamanho e através dessa capilaridade impactar todas as demais indústrias do país. E, claro, sem esquecer de fundos e fontes para a bioeconomia.

Hora de novas lideranças ou das mais sábias que andam caladas, ou mesmo das lúcidas ativas, que pela ignorância de adversários, vivem nas redes sendo fustigadas. Hora de realizar. Juntos. Onde o cooperativismo da mesma forma é essencial. E quando falarmos, que as falas ecoem o sensato e não as trombetas tenebrosas da marcha da insensatez.

O Brasil é maior do que as narrativas. Respeito com o país. Como o Sr Shunji Nishimura fundador da Jacto me ensinou nos meus 25 anos de idade: “palavras, Tejon, são como água. Se revoltas, na enchente, matam pessoas. Se calmas e pacíficas, na medida certa, são boas para as pessoas”. Muito cuidado com as palavras!

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

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