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O agro que realiza não chora nem se vitimiza, pega e faz em uma filosofia cooperativista

Divulgação Mundo Coop
O agro que realiza não chora nem se vitimiza, pega e faz em uma filosofia cooperativista

Conversei ontem (19), com dois líderes cooperativistas dentro da iniciativa Mundo Coop – Top Coopers Agro, o José Marcos Magalhães, presidente da cooperativa Minasul e o Fernando Romeiro de Cerqueira, diretor presidente da Coocafe. Ambos dirigem cooperativas de pequenos produtores. A Minasul, com sede em Varginha , Minas Gerais e a Coocafe em Lajinha (MG), e também nas montanhas do Espírito Santo como Irupi, Brejetuba e outras cidades.

Falaram da competência que tiveram para realizar velozes adaptações em todas as suas operações, predominantemente no café. Preservaram os cooperados com a ação – coopere de casa. E os funcionários seguiram regras sérias de disciplina. Não basta não parar o campo, é preciso não parar o transporte, a venda de insumos, o serviço de tecnologia, a armazenagem, a distribuição e venda do café.

Sobre a pergunta de como enxergam o agro daqui a 10 anos, e de como veem suas cooperativas até 2030, as respostas são de realidades esperançosas e fundamentadas em planejamento estratégico.

“Vamos dobrar de tamanho”, ouvi de ambos os dirigentes desses dois belos exemplos do cooperativismo brasileiro. E sobre sucessão, jovens, mulheres, idosos, a definição destes líderes foi sensacional: “não se trata de um sair para entrar o outro, é um núcleo familiar que precisa se integrar e conviver”.

Da mesma forma o executivo Sidney Regi Jr., da Totvs, reforçou a necessidade educacional e de capacitação para o convívio de todas essas gerações com um mundo 5G que já está chegando, e as cooperativas têm a consciência dessa atividade.

Realizei ao lado desta iniciativa da Mundo Coop, 16 entrevistas com 16 dos maiores líderes das cooperativas brasileiras. O que pude aprender com esses dirigentes foi o melhor do que precisaremos para o Brasil. O caminho do meio, do equilíbrio e da racionalidade entre governo, estado e iniciativa privada. O caminho cooperativista, viabilizando milhões de pequenos empreendedores e sem a ilusão assistencialista e populista.

O mundo tem cerca de 570 milhões de propriedades agrícolas, e o Brasil 5.073.487. No país são mais de 1 milhão de agricultores cooperativados. A fórmula cooperativa é o único modelo que irá permitir a reinicialização econômica do mundo, e no Brasil para acessarmos o novo agronegócio para todos, da próxima década.

Entrevistando 16 líderes cooperativistas das principais cooperativas do agro brasileiro, todos eles, sem exceção, afirmaram: “vamos dobrar de tamanho”. De nenhum deles ouvi choradeira, reclamação ou ainda o pior mal contemporâneo – a vitimização. Muito ao contrário, vimos coragem, confiança, cooperação, criatividade, conquista, correção, caráter.

O agro que realiza não chora nem se vitimiza, pega e faz em um saudável modelo cooperativista.

José Luiz Tejon para a Jovem Pan.

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