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Criador do conceito de agribusiness afirma que vivemos uma era de desconfiança

Criador do conceito de agribusiness afirma que vivemos uma era de desconfiança

O professor Ray Goldberg, criador do conceito do agronegócio na década de 50, na Universidade de Harvard, em seu último livro e numa entrevista que nos concedeu disse: “o agribusiness se transformou num sistema de saúde, e a desconfiança precisa ser enfrentada no setor de alimentos no mundo”.

Quando o presidente da França, Emmanuel Macron, afirma que a dependência da soja do Brasil estimula o desmatamento da Amazônia, não está dizendo uma verdade. A Abiove já respondeu: “a soja brasileira é livre de associação com áreas de desmatamento e da ilegalidade”.

Agora, neste mundo onde a bomba mortal deixou de ser a atômica e se transformou nas redes da internet e suas reverberações nas mídias clássicas, pergunto: em quem o mundo vai acreditar na questão do Macron?

Numa era de desconfiança (“distrust”), e com a nossa incompetência de uma comunicação com reputação ilibada, ou nos organizamos através da Embrapa para ser um emissor com credibilidade de fonte para o mundo, e sem a arrogância dos inseguros que berram e esbravejam raivosos, ou podemos estar certos, mas já somos julgados não confiáveis de saída.

Temos a agricultura mais desejada dos consumidores mundiais, como o Plano ABC. Mas fazemos da incompetência da comunicação e das narrativas políticas ideológicas um dos mais perigosos inimigos do nosso agronegócio.

Agora vale a velhíssima frase: a mulher de César não basta ser, precisa parecer. Temos dois reinos – o da realidade e o da percepção. E aqui vai uma experiência muito íntima minha mesmo sobre esses dois mundos. Aos 4 anos queimei o rosto que ficou deformado, e meus pais me diziam: “filho não tenhas vergonha da tua cara, tenhas vergonha na cara“. Toda a diferença entre realidade e percepção dela. Numa era de desconfiança, confiança é o patrimônio vital.

José Luiz Tejon para a Jovem Pan.

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