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Mundo de incômodos

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Mundo de incômodos
China enfrenta o coronavírus

Nada daqui pra frente ficará em zona de conforto e na comodidade do acomodado. E o agronegócio viverá intensamente esse poder do incômodo. Na China nossa carne está pressionada pelos compradores para baixar preço, e commodities cada vez mais terão custo e logística como fator diferencial. Mas ao mesmo tempo somos pressionadíssimos por sustentabilidade.

Em Davos, na Suíça, muito mais plenárias sobre meio ambiente do que economia. No Rio Grande do Sul estresse hídrico e queda de produtividade por falta de chuvas.

Fusão e aquisições, guerra comercial, protecionismo e, mesmo no país que quer ser o líder global da bioeconomia, a Alemanha, produtores fazem manifestos contra as pressões e exigências ambientalistas, enquanto consumidores protestam pelos dejetos, o esterco de aves e suínos poluindo as camadas aquíferas alemãs.

E lá do outro lado a fome em quase 1 bilhão de pessoas. Dessa forma seguimos. Aqui no Brasil tem um tema direta e umbilicalmente ligado ao agronegócio e a vida do brasileiro que é logística e transporte. No caso, os milhares de caminhoneiros autônomos. Independentes, que estão agora por um lado com uma tabela de fretes, de preços mínimos aumentada em 15%, com combustível mais caro, e do outro lado os seus clientes, produtores rurais e agroindústrias, bem como fornecedores de fertilizantes e insumos com a tabela engasgada no pescoço.

Situação interna brasileira que se não for cuidada com lucidez e submetida a disputas de ego, e de poderes, poderá em ocorrendo uma paralisação de parte dos transportadores, servir para arruinar a perspectiva que temos de crescimento econômico, independentemente das situações por si só incertas do exterior.

Fui conversar com dirigentes de cooperativas de transporte. Gente que atua no transporte das safras, com cooperativas, reunindo caminhoneiros que antes eram sozinhos e agora formam uma cooperação. Eles me disseram, aqui na cooperativa temos contratos, acordos e um regime de confiança estabelecido com nossos clientes, tradings, agroindústrias e produtores. Vivemos outra realidade.

Os caminhoneiros são importantíssimos , pessoas de valor, tem nossa admiração. Mas está na hora de se organizarem como cooperativas caso contrário tudo isso vai acabar mal, com sofrimento e frustração.

José Luiz Tejon para Jovem Pan

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