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Embrapa solos – 45 anos

Divulgação Embrapa Solo
Embrapa solos – 45 anos
Petula Ponciano Nascimento, chefe da Embrapa Solo.

Você já ouviu a expressão  “eu quase perdi o chão”? Pois então a Embrapa Solo comemora 45 anos de atividades e eu estive com a Petula Ponciano Nascimento, chefe da Embrapa Solo, com o pesquisador José Carlos Polidoro e, de fato, você sabe o quanto perdemos de chão, ou de solo por ano no Brasil? 1 bilhão e duzentas mil toneladas de solos brasileiros são perdidos todos os anos. Isso significa na agricultura um imenso prejuízo pois a erosão, a ausência de planejamento de microbacias não permite a armazenagem da água, e o novo produtor rural será sinônimo de produtor de água.

Num encontro com os estudiosos do solo no país, verificamos a necessidade de práticas já antigas serem bem utilizadas como o sistema de plantio direto, uma criação brasileira onde os tradicionais arados que sulcavam e reviravam o solo todos os anos foram abandonados e os plantios passaram a ser feitos na palha deixada da lavoura anterior. Dessa forma não se mexe no solo, que é a pele da terra, mas mesmo esse conhecimento que já tem mais de 40 anos ainda não é bem feito, precisa mais capricho.

Nas cidades como São Paulo, as enchentes ocorrem em decorrência da ausência de planejamento das bacias hidrográficas envolvendo estudos dos solos. Assim como, quando falamos de um eterno dilema da dragagem do Porto de Santos para receber navios de maior calado, ali também estaria envolvido um planejamento de solos de toda a grande bacia que envolve a Baixada Santista.

Dessa forma as dragagens durariam muito mais tempo. O Plano Nacional de Solos (Planasol) começará a ser executado para aprofundar os estudos sobre todos os solos brasileiros. Quem não conhece o seu chão não pode planejar a vida, a agricultura, nem as cidades corretamente.

São Paulo nasceu de uma análise dos jesuítas à época de sua fundação, de ser uma área com ótimo solo e água. Pelo crescimento sem planificação temos a situação de enchentes que todo ano se repetem. Dessa forma, para não perdermos nosso chão, a Embrapa Solo com 45 anos irá ainda mais fundo. No conhecimento do chão brasileiro. Para o novo agronegócio esse saber é a base, ou melhor, o chão de todos os investimentos e o fundamento de toda sustentabilidade.

A Hora do Agronegócio, solo e água é a saúde de todas as vidas na terra.

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

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