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Chega de ou “isto” ou “aquilo”. Chegou a hora do “E”

Fonte: TCA Internacional
Chega de ou “isto” ou “aquilo”. Chegou a hora do “E”
Tejon e a agricultora espanhola Margot Castañon Velasco de Astúrias.

Aqui do norte da Espanha assistimos manifestações dos produtores espanhóis enfurecidos com a distância dos preços que recebem nas propriedades com os preços praticados nas gôndolas dos supermercados. Reclamam por um “fair trade”, além de recursos e suportes como subvenções e seguro rural.

Quer dizer, o antigo conhecimento de Harvard, do pro.f Ray Goldberg, sobre gestão de cadeias produtivas como sinônimo de agribusiness ainda falta chegar em muitas partes do mundo. Mas agora se aproxima outro conhecimento sendo difundido pelo mesmo professor Ray, lá de Harvard. Se trata da agrocidadania.

“Covid 19”, como já pontuava Daniel Goleman, ganhador do Nobel de economia de 2002, dizia: “tudo o que acontece na economia é muito mais fruto do acaso e da incerteza do que das previsões”. Então chega o coronavírus. E o que impacta no agronegócio? Uma preocupação com o suprimento de alimento das populações a nível local.

Na minha visão vamos ver uma maior pressão pelo chamado “local farming”. Produção feita localmente dentro das características de cada região do mundo. Servirá também como o novo empreendedorismo, e uma porta aberta para a juventude do mundo no agronegócio.

Por isso, está na hora das lideranças pararem com a miopia do uso da conjunção  “ou” para tudo. Não teremos mais o egoísmo burro do “ou”. Chegará a hora do “E”. Não mais conversa do agronegócio industrial ou o agronegócio artesanal? Será o “E”. Agronegócio global agroindustrial e agrocidadania local e natural. Florestas preservadas e utilização econômica sustentável das mesmas. Tomar os bosques para o progresso econômico e sustentável (voz forte dos agricultores daqui) . Fazer integração, árvores e pecuária, e vegetais.

Chega de “nós” ou “eles”. Líderes acordem! Sem cooperação e busca de harmonia e conciliação ninguém sai campeão. E na política do Brasil? Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil organizada. Se nisso aí der “ou”, estamos perdidos.

José Luiz Tejon para a Jovem Pan.

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