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Bioprodutos para agricultura tropical – o novo agronegócio pós Covid-19.

Fonte: Divulgação Fapesp
Bioprodutos para agricultura tropical – o novo agronegócio pós Covid-19.
Modelo de funcionamento do consórcio Ciência para o desenvolvimento, Bioprodutos para agricultura tropical.

As crises revelam a qualidade do caráter das pessoas, instituições e lideranças. Somem os covardes e os omissos “espertos”, também emergem detratores e destruidores, os que ampliam a crise para levar vantagem por meio do ódio, mas viva, surgem os criadores do novo futuro. Gente que cria ao mesmo tempo que cuida da dolorosa passagem.

E aqui está mais uma obra criadora em meio a pandemia. O mundo não será o mesmo pós novo coronavírus e o agronegócio também. Então está na hora de colocar um pé e a cabeça na inovação desde já. Um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lança núcleos de pesquisa orientado a problemas.

O grande desafio será transformar a ciência em inovação aplicada. Na reinicialização econômica do mundo precisaremos mais do que transformar dinheiro em ciência, precisaremos transformar ciência em dinheiro. Hora dos empreendedores e das cooperativas, ao lado dos cientistas e pesquisadores, se reunirem.

Surge um consórcio de pesquisa pré-competitivo, ou seja, uma cooperação entre governo e empresários para transformação de pesquisas de alta qualidade na área de bioprodutos em soluções que aumentem a competitividade e a produtividade dos produtores brasileiros, num novo ciclo extraordinariamente competitivo pós coronavírus.

O consórcio de pesquisa será liderado pelo Instituto Biológico e apoiado pela Unesp de Botucatu e Fatec de Pompeia. Temos ótimo conhecimento estocado na área de bioprodutos e não os transformamos em inovação aplicada no campo ainda suficientemente.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o Instituto de Zootecnia (IZ), o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e o Instituto de Pesca têm hoje 823 projetos de pesquisa em andamento. Outros institutos públicos de São Paulo, da mesma forma, como IPT, Butantã, Emílio Ribas, Adolfo Lutz, Pasteur, Instituto Florestal,  entre outros. Temos muito conhecimento e o desafio, agora, vital e sagrado será converter conhecimento em dinheiro.

Serão biofertilizantes, bioestimulantes, controle biológico, micróbios a serviço do combate a doenças e pragas. Um novo agronegócio com raízes tecnológicas em minibiofábricas nas propriedades agrícolas, revendas, cooperativas adaptados a cada microbioma brasileiro.

Empresas já estão se integrando a este consórcio pré-competitivo de inovação em bioprodutos para agricultura tropical, com dezenas de pesquisadores brasileiros e internacionais. Uma fábrica de ácaros, insetos, nematóides, algas, fungos e bactérias atuando como soldados da saúde vegetal e animal da produção agropecuária.

Empresários e cooperativas podem investir e atuar no consórcio inovador de bioprodutos e terão benefícios como apoiadores iniciais. A Fapesp é a entidade indutora deste programa. As instituições sede são o Centro Paula Souza, a Unesp e o Instituto Biológico e a coordenação é da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia de Pompeia.

Durante a crise se preparam os vencedores para o pós-crise. O agronegócio não será mais o mesmo e o foco total em segurança e alimentos seguros – food safety – partirá da originação nos campos. Os bioprodutos irão explodir como exigência nos mercados mundiais.

A Hora do Novo Agronegócio, bioprodutos em um agro tropical, transformando ciência em dinheiro. Inovação. Procurem o Instituto Biológico.

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

Contato Instituto Biológico: anaefari@biologico.sp.gov.br

 

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