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As confederações nacionais empresariais podem ser decisivas para o país

Fonte: Nobelprize.com
As confederações nacionais empresariais podem ser decisivas para o país
Daniel Kahneman, Nobel da Economia.

Estamos assistindo um forte debate sobre as contas públicas do Brasil. O clamor por reformas. E o país todo pautado, ou seja, tomado por um vozerio de políticos, de guerra entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Enquanto isso, como Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia de 2002, afirmou – o que acontece na economia tem muito mais a ver com o acaso, a incerteza e a sorte do que outros fatores da previsibilidade. Aí surge o Covid 19. Coronavírus, totalmente inesperado.

A lei do acaso. Derruba o preço do petróleo, caem as bolsas, o dólar sobe, e as commodities estacionam. Como no Brasil, ao contrário da Argentina, não inventaram ainda as retenciones, imposto que o governo cobra das exportações de commodities, dólar subindo, bom pra quem tem soja, milho, açúcar, café, papel e celulose. A China promete controlar o corona vírus até abril, então pecuaristas seguram o boi esperando o retorno das demandas.

Mas de fato, previsões de PIB menores do que 2% já surgem para o país e fica evidente de que estaria na hora da elite brasileira, pública e privada, parar de brigar entre si e reclamar e sair pra vender. As confederações nacionais empresariais teriam neste momento um papel decisivo na história do Brasil.

Vamos imaginar: o Brasil sempre foi difícil, burocracia, custos, etc, tudo que sabemos. Mas, porém, todavia, contudo, mesmo com todos os nossos problemas sempre teve brasileiro e empresas multinacionais dedicadas ao Brasil crescendo, superando e dando contribuições fantásticas para o PIB.

Me lembro da Cooperativa Coamo, heróica e pioneira nos anos 80 fazendo a primeira exportação de milho do Brasil. Impossível, se dizia na época. Fizeram. E mudaram a história do milho, que era o patinho feio da agricultura.Saltando para 2019, o Renovabio é um plano espetacular feito pela união da sociedade civil organizada, público e privada, que se implementada tem chances de colocar muitos bilhões de dólares no PIB nacional.

Falta no Brasil um plano de negócios comandado pelos empreendedores privados, nacionais e internacionais, nossas cooperativas sobre bases factíveis de crescimento. As oportunidades saltam aos borbotões quando olhamos o Brasil de fora com suas realidades e potencialidades.

Agronegócio como repetimos aqui intensamente significa a administração de cadeias produtivas desde a ciência até os consumidores finais. E temos em todas as linhas do agronegócio brasileiro com originação nos campos, rios, represas e mares, a possibilidade de dobrarmos de tamanho essa riqueza.

Como? Esperando por governo, pelo setor público? Acho desumano e injusto cobrar isso do ministro Guedes, da ministra Tereza Cristina, ambos se esforçando notoriamente nas suas pastas. Eu diria: “ao setor público o que é do setor público. Ao setor privado o que é do setor privado”. Ao setor da administração pública cabe administrar as contas, investir em estruturas de longo prazo. Mas ao setor privado cabe a arte capitalista dos negócios. Inovação, agregação de valor e vendas. Esse plano de vendas do país não pode esperar pelo plano das reformas públicas do país. Precisa acontecer já e imediatamente.

As confederações empresariais brasileiras, representando empresas nacionais, multinacionais e cooperativas pode e deve, unidas e reunidas, proporem o projeto de crescimento do PIB nacional enquanto os administradores realizem o que precisa ser feito do lado deles.

O agronegócio pode crescer e tomar muitos mais mercados do que somente as grandes commodities que felizmente já dominamos. Podemos mais, e juntos e reunidos com as agroindústrias, o comércio e o serviço. A Hora do Agronegócio, hora de parar de reclamar, e de sair para vender. Confederações empresariais, reunidas, vocês podem significar um novo Brasil.

José Luiz Tejon para a Jovem Pan.

 

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