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“O Brasil maior do que o buraco”, até quando?

“O Brasil maior do que o buraco”, até quando?
Fonte: Gratispng

O saudoso jornalista Joelmir Betting tinha essa frase para explicar por que, mesmo com um festival de inconsequências de governança e gestão, o país continuava grande, e de fato, desde 1970 dentre as 10 maiores economias do mundo.

O mega leilão do pré-sal trouxe R$ 8.915 bilhões até agora para os cofres públicos. E vem aí outro leilão, já considerado o maior da história. Esses montantes todos da riqueza petrolífera brasileira deverão gerar R$ 237 bilhões, agora, e até 2030 outros mais R$300 bilhões, acumulados. Falaríamos então de um movimento para o governo e Petrobras na casa de cerca de R$ 600 bilhões até 2030. Na sua soma acumulada, com outros investimentos derivados  de R$ 1 trilhão. E sem nenhuma ironia com a frase de Joelmir, neste caso perfurando buracos mesmo.

Por outro lado temos a outra fonte de riqueza bruta do país, que não nasceu de suas entranhas minerais mas que foi construída pela inteligência, empreendedorismo e força legítima humana nacional, o agronegócio. Hoje, esse mega setor significa algo em torno de R$ 2 trilhões de movimento direto na economia, ao ano. Ao longo do antes, dentro e pós porteira das fazendas, incluindo o nosso barzinho do café matinal aqui na galeria da Jovem Pan e afirmo, gera outro tanto indiretamente, com impactos de 70% em tudo no nosso país.

Nada contra a conta do pré-sal, pós sal , mas eu quero também a conta do nosso agro total. O agronegócio brasileiro direto pode dobrar de tamanho. Temos chances em todas as cadeias produtivas, desde o abacate até o zinco da carne, passando pelo açaí, banana, leite, cana de açúcar, cacau, palma, florestas plantadas, além de milho, soja, trigo, arroz, feijão, e todos os seus derivados, incluindo a agroindústria brasileira e, fundamental, a produção de tecnologias com indústrias agro high tech dentro do nosso país .Da moda do algodão e seda até o etanol e renovabio dos combustíveis, com a bioeconomia, frutas e até flores, podemos objetivar R$ 4 trilhões ao ano e, .em até 10 anos, dobrar de tamanho.

E não enxergamos nenhum movimento estratégico, nem vozerio de disputas acirradas em Brasília sobre essa riqueza de R$ 4 trilhões ao ano. Com certeza dá trabalho e exige pensar como estadistas a longo prazo, coordenando a ciência, a indústria high tech das tecnologias, o planejamento agropecuário, a agroindustrialização, o comércio e os serviços e tudo isso com o cooperativismo.

Brasil, maior do que os buracos, sejam eles do petróleo ou de outras fontes minerais, que venham os leilões, nada contra, mas que façamos do agronegócio um plano onde a riqueza não viria dos buracos e sim dos plantios sustentáveis na superfície da pele das nossas terras tropicais , da aquicultura, com agroindustrialização, comércio, serviços e cooperativismo, agregando valor para todos.

Dá mais trabalho, mas precisamos fazer R$ 4 trilhões ao ano. A conta total do agro nacional.

.Agronegócio, o negócio do Brasil para todos os brasileiros!

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

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