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Marketing & agribusiness, decifra-me ou te devoro!

Marketing & agribusiness, decifra-me ou te devoro!
Tejon recebendo a Revista ESPM, 25 anos.

Vinte e cinco anos de uma revista acadêmica de elevado nível, a revista ESPM, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. E devemos comemorar, pois sem o estudo profundo do sentido e significado de duas palavras anglo-saxônicas, agribusiness e marketing, jamais iremos desenvolver estratégias inteligentes para o futuro do agronegócio brasileiro.

Nessa edição dos 25 anos da revista ESPM, Marcello Brito, presidente da Abag, escreve um artigo abordando a demanda crescente do mundo por alimentos e derivados do campo, e fala de “como matar a fome de um mundo que não para de crescer”.

E o nosso artigo trata de um tema que temos repetido, insistido e  veementemente comunicado, que envolve o desafio e uma meta de dobrar o agribusiness brasileiro de tamanho, objetivando R$ 4 trilhões ao ano, em 10 anos.

Hoje significamos cerca de R$ 2 trilhões ao ano e, sem dúvida alguma, esses R$ 2 trilhões reais gerados no agronacional contribuem decisivamente para outros R$ 2 trilhões, respondendo direta e indiretamente por pelo menos 70% de todo o PIB do país.

E por que a interpretação correta de agribusiness e de marketing são vitais e fundamentais? Porque agribusiness é a soma total dos fatores econômicos que antecedem a originação, o antes da porteira, a soma total das origináveis, o dentro da porteira, e aí vem o lado sagrado da questão: envolve a agregação de valor, os fatores agroindustriais, do comércio e de serviços do pós-porteira das fazendas.

Dessa forma, sem uma política agroindustrial, de comércio e serviços, não conseguiremos dobrar nosso agronegócio de tamanho, e qual o drama se não o fizermos? Muito simples, não temos outra massa econômica de base poderosa e capilar que permita com maior domínio dos fatores controláveis almejar R$ 4 trilhões ao ano, e dessa forma permitir um crescimento estruturado de 4% ao ano para o PIB do Brasil.

E nessa revista comemorativa de 25 anos da ESPM, a palavra marketing da mesma forma precisa ser revisitada e corretamente interpretada como uma filosofia de administração, tendo no centro das mesas de decisões os sonhos, desejos, vontades, insatisfações e, inclusive, o inesperado, aquilo que os consumidores não sabiam que poderiam obter até algo ser criado, apresentado e vendido.

O agronegócio brasileiro é importante demais para não ser corretamente entendido, assim como a cultura filosófica de marketing nas organizações significa o maior fator crítico de sucesso.

Agronegócio sem marketing é só agro sem negócio, e agronegócio sem agregação de valor não irá gerar capilaridade e distribuição de riqueza suficiente para um país com 210 milhões de habitantes.

Parabéns ESPM, professor Francisco Gracioso, presidente do conselho editorial dessa obra acadêmica que completa 25 anos, e por oferecer ao agronegócio brssileiro páginas de destaque que, com certeza, irão impactar estudantes e estudiosos em todo o país e fora dele.

A Hora do Agronegócio, o negócio do Brasil e marketing, a estratégia que o transformará em valor percebido.

José Luiz Tejon para Jovem Pan.

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