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Brasil e China: hora da bioeconomia

Fonte: Freepik.com
Brasil e China: hora da bioeconomia

Nessa terça-feira (29) acontece um encontro muito importante para as relações mais evoluídas entre o Brasil e a China. Hoje o maior cliente do país e que pode vir a ser também um investidor fundamental para a infraestrutura, logística e, agora, em uma possibilidade de uma bioeconomia.

Na sede da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, a Embrapa e a Sociedade Rural Brasileira recebem uma delegação chinesa, com a presença do Sr. Gao Yubao, vice-presidente da Conferência Consultiva Política do povo chinês e demais membros da província de Tianjin.

O encontro inicia às 8 horas da manhã, com abertura de Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, e apresentações sequenciais com especialistas brasileiros em temas ligados à sustentabilidade, como o Fernando Silveira Camargo, secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura.

O Dr. Cleber Oliveira Soares, diretor executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa apresentará o estado da inovação e tecnologia na agropecuária brasileira. Uma apresentação sobre o objetivo de termos uma região brasileira de carbono neutro, o Mato Grosso do Sul, ficará a cargo de Jaime Verruck, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

E teremos nesse encontro somente temas do lado da inovação, e de uma economia invisível, a do meio ambiente, do carbono e dentre elas uma em especial, da Embrapa, por meio do Dr. Rafael Vivian, mostrando o portfólio de ativos para a sustentabilidade produtiva brasileira. Se trata de uma Embrapa aparentemente invisível, dos recursos do banco genético animal, vegetal, de todos os biomas brasileiros, um verdadeiro centro de segurança prioritário e fundamental não só do agronegócio, mas da vida na terra.

Outras apresentações acontecerão nessa terça-feira (29) como produção pecuária com baixa emissão de carbono pelos doutores Roberto Giolo de Almeida  e Fabiana Villa Alves, da Embrapa Gado de Corte.

Ainda no roll das apresentações, Carmen Peres e Moacir Reis, com casos de sucesso na sustentabilidade e bem estar animal irão mostrar aos chineses o lado da qualidade da produção brasileira ambiental e Francisco Villa, da SRB, tratará do papel do setor produtivo na promoção da sustentabilidade na agropecuária.

Caberá à embaixada da China finalizar com as perspectivas de parcerias Brasil-China, no setor agropecuário, com o secretário Gustavo Junqueira indicando os próximos passos.

O que surpreende e ao mesmo tempo nos revela uma perspectiva de futuro inteligente nessas relações China-Brasil não está no foco do volume das produções agropecuárias, onde sabemos que o Brasil será imbatível, mas surge aqui o vetor de qualidade, de responsabilidade e a abertura para transformarmos o invisível do patrimônio tropical brasileiro, num dos maiores ativos da humanidade, a bioeconomia.

A Hora do Agronegócio e alimentos, uma era de bioeconomia valorizada, Embrapa banco genético nacional tropical. A inteligência invisível será revelada.

José Luiz Tejon para Jovem Pan

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