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Spimpoladas da semana: tem técnico pensando ser uma Ferrari, mas desempenho é de bicicletinha

Spimpoladas da semana: tem técnico pensando ser uma Ferrari, mas desempenho é de bicicletinha

Quem acompanha meu trabalho sabe o que penso sobre técnico de time grande.

Não pode ser qualquer um, não pode ser aposta. Não pode ser juvenil, não pode ser um estagiário.

A única chance de um iniciante dar certo é quando já for auxiliar de um técnico experiente há muito tempo e conhecer bem o clube. Mesmo assim há riscos. Mas conhecer o clube é fundamental e ter vivência próximo de um profissional rodado.

Por isso falo de estágio. É o estágio ao lado de quem sabe mais.

O problema é que estamos vivendo a fase de quem “sabe pouco e não tem experiência” achar que pode dar conta do recado logo de cara. E pior que isso, já chega falando mal daqueles que ganharam títulos e são vividos no futebol.

Grande erro…

Palavras bonitas, discurso ensaiado, muito blá blá blá. Na prática não se sustentam.

Dyego Coelho tem dado entrevistas maravilhosas. Quem ouve pensa que ele já é tecnico há muito tempo e que ganhou alguma coisa. Disse nestes dias em time com linhas definidas, chegando ao gol com poucos toques, marcando alto, explorando as beiradas, sem chutões, fazendo bem as transições e tudo mais. Lindo discurso. Contra o Atlético GO não viu a bola! Muita balela e pouco serviço.

Precisa estagiar mais Coelho. Falar menos e estagiar mais.

Fernando Diniz então… Eliminado pelo Mirassol no Paulista. Caiu na primeira fase da Libertadores. E nas coletivas vê evolução no time. Ninguém mais aguenta esse papinho. Parece que não era o Pato o problema, né? Não vinha jogando nada, mas mandar pra longe o atacante não adiantou…

No Palmeiras, campeão Paulista, sem jogar bem, todos sabem, grande invencibilidade e insatisfação de grande parte da torcida. Luxemburgo mudou? Muito. Antes, os seus times faziam o primeiro gol e iam atrás do segundo, terceiro. Agora faz um e está bom. Mas perto dos que citei acima não dá nem pra comparar, né.

E queria falar do Santos. Jesualdo chegou, esse monte de baba ovo ficou elogiando, pensamento europeu, coisa e tal. Passou vergonha. Cuca, com pouco tempo, sem contratar e muita dificuldade com uma diretoria bagunçada, mostrou que técnico bom arruma time e faz diferença. Grande técnico. Jogador sabe quando o técnico é bom. Há confiança e o rendimento cresce.

Então pessoal, vamos parar de bajular quem não tem talento e condição de ocupar um espaço em clubes tão grandes. E profissionais que se julgam estar na prateleira principal do mercado de técnicos, menos, bem menos meus Caros…

Estágio, Trainee, clubes menores e depois dar um passo maior sonhando com um grande clube. Degrau por degrau. Tem gente se achando Ferrari, mas na verdade ainda é uma bicicleta.

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Abraços, Spimpolo.