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Renato Portaluppi, o mais longevo do nosso futebol. Qual o segredo? Títulos.

Renato Portaluppi, o mais longevo do nosso futebol. Qual o segredo? Títulos.

Aqui no Brasil alguns têm a mania de criticar os vencedores, aqueles que marcaram o nome na história.

E com a força das redes sociais, principalmente os mais jovens, na maioria dos casos por desconhecimento ou falta de informação, passaram a endeusar e supervalorizar nomes que nunca ganharam nada e nem construiram a própria caminhada.

Adjetivos como “jurássico, ultrapassado, obsoleto” foram dados para técnicos mais rodados, mesmo tendo sido campeões por aqui.

E “as novidades”, os novos bonitinhos e queridinhos que usam termos novos para explicar situações já conhecidas aparecerem em cena.

Falo isso pra chegar em Renato Portaluppi.

Parte da torcida gremista tem pegado no pé do treinador. Super vitorioso e vencedor como atleta e técnico.

Seu nome está na história. Tem até estátua por lá.

Você aí do outro lado, com certeza já ouviu piadinhas de que Renato não estuda, não se recicla, só quer aber de praia, futvolei e curtição.

Aham, vai nessa…

Até o início da 11ª rodada, sete de 20 clubes que disputam o Brasileirão já tinham trocado de treinador.

Portaluppi tem que ser aplaudido. Está há mais tempo no comando de um time por aqui. Está completando 4 anos de clube.

Ganhou tudo. Campeão da Copa do Brasil, Copa Libertadores de 2017 e tricampeão gaúcho em 18, 19 e 20.

Ao todo, são 19 troféus no clube de Porto Alegre. O Grêmio foi a primeira equipe profissional que o ex-jogador defendeu, 1982 a 1987 e depois teve uma curta passagem em 91.

Como técnico, essa é a terceira passagem (10, 13 e a atual).

Como jogador levou a Copa Intercontinental, Libertadores, Copa Los Angeles e CEL em 1983, Campeonato Gaúcho em 85 e 86, Torneio de Rotterdam 1985, Troféu Cidade de Palma de Mallorca 1985, Troféu Sesquicentenário da Revolução Farroupilha 1985, Copa Phillips 1986.

Como técnico foi campeão da Taça Piratini 2011, Copa doBrasil em 16, Libertadores da América 17, Recopa 18, Gaúcho 18, 19, 20, Recopa Gaúcha 19
e Taça Francisco Novelletto 20.

É muito título, não é?

Esses torcedores que hoje detonam Renato deveriam ter um pouco mais de gratidão ao treinador.

É mania de endeusar quem nunca ganhou nada mas é o “moderninho simpatiquinho”. Tem profissionais supervalorizados que não têm nenhum troféu na prateleira, mas são mega protegidos por aí.

E quem ganhou e tem muito pra contar na bola vive tomando pedrada… Baita injustiça na minha opinião.

Renato é um monstro e sabe muito!