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Balanço do Brasil na Copa América é positivo, mas há o que melhorar

Balanço do Brasil na Copa América é positivo, mas há o que melhorar

A Seleção cumpriu o esperado e conquistou a Copa América de 2019. Com isso, Tite ganha moral e fôlego. Dificilmente o treinador não chegará a 2022.

Dentro da competição, o Brasil foi mais eficiente e superior às demais. Mostrou um sistema defensivo sólido, onde levou apenas um gol (de pênalti). Ofensivamente não foi mal.

PONTOS POSITIVOS

Everton Cebolinha foi uma boa surpresa. Em muitos momentos foi tratado como piada, como um jogador que não teria nível para figurar entre os 23 convocados. Dentro de campo, mostrou o contrário e foi um dos destaques do Brasil.

Gabriel Jesus conseguiu dar a volta por cima após o desempenho ruim na Copa de 2018. Ganhou a posição ao longo da competição e foi o jogador mais decisivo nas partidas finais. Melhorou seu desempenho quando foi deslocado para atuar pelo lado.

Dani Alves foi o melhor da Copa América. Mesmo aos 36 anos continua mostrando qualidade e capacidade enormes. Ele acredita que conseguirá chegar à próxima Copa, quando já terá 39 anos. Apesar das excelentes atuações, se eu fosse Tite, pensaria seriamente em uma plano B.

Thiago Silva e Marquinhos foram praticamente impecáveis. O entrosamento e as boas atuações vão mostrando que essa deve mesmo ser a dupla idealizada por Tite para o próximo Mundial.

Casemiro foi mais um destaque individual na minha visão. O volante é talvez o jogador com maior capacidade de ocupação de espaços da atualidade. Foi importante para a consistência defensiva brasileira e fundamental na proteção das subidas de Dani Alves.

Em relação ao Tite, vejo que o treinador aprendeu e evoluiu com a eliminação para a Bélgica. Ele mudou o time durante a competição, com as entradas de Alex Sandro, Gabriel Jesus e Everton Cebolinha nos lugares de Filipe Luís, Richarlison e David Neres, e mostrou mais agilidade nas substituições.

PONTOS A MELHORAR

O meio campo da Seleção Brasileira conta com dois jogadores que ficam na base da jogada, Casemiro e Arthur. Com isso, o espaço entre as linha de defesa e meio adversárias é pouco ocupado. Essa é uma área fundamental, que era bem utilizada por Renato Augusto. Coutinho tentou explorá-la em muitos momentos, mas não teve um grande aproveitamento.

Ainda no meio, o Brasil também perdeu a capacidade de infiltração, que era feita por Paulinho até a Copa do Mundo. Tite ainda não encontrou outro jogador com as mesmas características e por isso adaptou o time a jogar sem esse tipo de atleta. Nesse momento, Brasil não tem uma arma que foi importante, principalmente nas eliminatórias.

No ataque, acho que a Seleção se mostra excessivamente organizada em muitos momentos. A organização defensiva é ótima, mas a organização ofensiva nem tanto. O time acaba ficando em muitos momentos previsível e as associações de ataque também.

Outro ponto a ser melhorado no ataque, na minha concepção, é o entrosamento de Roberto Firmino. Os outros jogadores precisam entender melhor a movimentação e os espaços deixados pelo atacante do Liverpool; e o próprio Firmino precisa entender melhor a movimentação e forma de jogar dos companheiros de Seleção.


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