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Raio X: o que esperar de Brasil x Argentina

Raio X: o que esperar de Brasil x Argentina

Brasil e Argentina chegam em um bom momento para o duelo semifinal da Copa América.

Depois das vaias contra Bolívia e Venezuela, a equipe comandada por Tite fez um bom jogo contra o Peru e um bom segundo tempo diante do Paraguai. Já os comandados por Scaloni estrearam mal diante da Colômbia, foram mal também diante do Paraguai, melhoraram um pouco contra o Catar e fizeram um bom jogo diante da Venezuela.

Ao observar os quatro primeiros jogos de cada Seleção, é possível fazer algumas projeções sobre o jogo desta terça-feira, no Mineirão.

Duelo entre Cebolinha e Foyth

Contra a Venezuela, a Argentina atuou praticamente com quatro zagueiros na linha defensiva: Foyth, Pezzela, Otamendi e Tagliafico. Foyth é um zagueiro, que quebra um galho na lateral. No jogo das quartas ele foi bem ao marcar o atacante Darwin Machís, um dos atletas mais perigosos da Venezuela. Até por isso Scaloni deve mantê-lo pelo setor, principalmente para tentar conter as investidas de Everton Cebolinha.

Marcação em Messi

Uma das boas notícias para a Seleção Brasileira é a volta de Casemiro após cumprir suspensão diante do Paraguai. O meia será fundamental na tentativa de neutralizar Lionel Messi, já que o atacante normalmente começa a fase ofensiva pelo lado direito e termina mais centralizado. Provavelmente Tite não tentará uma marcação individual, mas Casemiro será fundamental na marcação do argentino, principalmente quando o camisa 10 buscar jogadas na entrada da área brasileira.

Recomposição Argentina

Uma das maiores deficiências da Argentina até aqui é a recomposição, que muitas vezes é preguiçosa. Se Scaloni mantiver a escalação da partida diante da Venezuela, sua Seleção terá três jogadores que pouco ajudam defensivamente: Messi, Lautaro e Aguero. Com isso, Paredes mais uma vez poderá ficar sobrecarregado. O principal exemplo disso foi contra o Paraguai, quando Scaloni pediu para o meia fazer individual em Almirón. Aém de deixar muitos buracos na defesa, Paredes ainda no início dos segundo tempo já demonstrava sinais de cansaço.

Ataque excessivamente organizado

Tite sempre foi marcado pela organização. O que é ótimo do ponto de vista defensivo. Porém, o excesso de organização ofensiva pode ser ruim, pode deixar o time previsível. As associações da Seleção são fáceis de serem observadas: Firmino, Jesus e Dani Alves pela direita; Firmino, Coutinho e Cebolinha pela esquerda. Muitas vezes falta movimentação, falta um pouco de desorganização, falta um meia de infiltração, falta que os atacantes ocupem os espaços abertos por Firmino.

Defesa x Ataque

Os ataques de Brasil e Argentina de um modo geral apresentaram dificuldades. A exceção do Brasil foi o jogo diante do Peru. No caso da Argentina a construção de jogada tem sido um problema. Dos cinco gols marcados até aqui, um foi de pênalti (contra o Paraguai); e dois foram em falhas adversárias, Lautaro (contra o Catar) e Lo Celso (contra a Venezuela). Nesse sentido, acho que o Brasil tem uma leve vantagem, já que tem uma defesa sólida e enfrentará um ataque com dificuldades de criação ofensiva. Mas, claro, o fator Messi pode ser um grande diferencial nesse duelo.

A importância dos pontas

Brasil e Argentina dependem demais de seus pontas, mas de maneiras diferentes. No lado do Brasil, Everton Cebolinha é o atacante mais agressivo, que recebe a bola nas laterais e parte para cima dos adversários em jogadas individuais. É a válvula de escape da Seleção, principalmente quando a defesa adversária está bem postada. Gabriel Jesus tem por função ocupar o espaço deixado por Firmino e, na fase final de ataque, se transformar em um centroavante. Já a Argentina depende demais da marcação dos pontas, no caso De Paul e Acuña. Uma recomposição falha de qualquer um dos dois deixará a Seleção Argentina ainda mais vulnerável defensivamente o que poderá resultar em muitos espaços para os jogadores brasileiros.


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